Ensino Médio

Aluno do Uirapuru obtém 940 na redação do Enem 2024


Marcos Paulo Queiroz, de 17 anos, começou 2025 com muito a comemorar: o ex-aluno do Uirapuru alcançou a nota de 940 na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Para ele, a dedicação e a constância na produção de textos ao longo do ano passado foram fundamentais para a conquista, aliadas à orientação do “excelente corpo docente do Colégio”.

Ex-aluno que fez redação 940 no Enem recebe medalha de Olimpíada Científica
Marcos (segundo da esq. para a dir.) conquistou medalha na Olimpíada Brasileira de Astronomia

“Eu já gostava de escrever e comecei a melhorar a partir da 2ª série, mas, na 3ª, o que realmente fez diferença foi a constância com que eu fiz redações. Eu praticava redação quase todos os dias e participava de todos os plantões. Na semana do Enem, cheguei a fazer uma redação por dia”, conta Marcos.

A prática intensa também ajudou a controlar a ansiedade e a pressão do ano do vestibular. “Isso me fez perder o medo e me deixou muito mais calmo nos dias de prova, não só no Enem, mas em outros vestibulares também, porque eu já estava bem familiarizado com os formatos de redação e sabia como estruturar meu texto”, afirma.

Leia mais: Confira os aprovados do Uirapuru nos vestibulares 2025

Apoio essencial do Colégio

Marcos concluiu o Ensino Médio em 2024 e destaca o papel do Colégio na sua jornada. “Além do material didático e do corpo docente excelentes, tive uma professora de redação incrível, a Mônica Albiero. Sempre que eu via a Mônica, entregava uma redação para ela, fosse no modelo do Enem, Unicamp ou Fuvest. Ela apontava melhorias nas correções, oferecia repertório e me ensinou a fazer planos de texto”, destaca.

Com essa estratégia, Marcos passou a selecionar informações relevantes dos textos auxiliares para contextualizar sua tese e fazia um esboço da estrutura antes de iniciar a escrita. “Isso me ajudou a sempre tirar notas altas nos simulados do Colégio e, depois, nas provas oficiais”, diz.

 

Mais rigor na correção da redação do Enem e aprovações

Ex-aluno que tirou 940 na redação do Enem recebe medalha por desempenho em debate da USP
O ex-aluno também recebeu medalha por torneio de debates USP Schools

O desempenho de Marcos se destaca ainda mais em um ano em que o Inep reforçou o rigor na correção da redação em relação a alguns critérios, como o uso coerente e apropriado de referenciais teóricos para desenvolver o tema.

A conquista também marca uma virada na trajetória do estudante. “Quando fiz o Enem na 2ª série, tive um resultado ruim e fiquei muito abalado. No início da 3ª, percebi que precisava mudar e que era capaz. Conversei com a professora Mônica e decidi me dedicar de verdade. Não estava acostumado a fazer tantas redações, mas a constância foi a chave”, reflete.

Quando viu o tema da redação do Enem 2024, “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”, Marcos se sentiu seguro. “Fiquei muito feliz porque já tinha estudado temas similares em sala de aula e tinha repertório para desenvolver a proposta”, ele conta.

Com esse esforço, ele conquistou aprovações em Engenharia de Manufatura na Unicamp e Engenharia de Produção na Ufscar (campus Sorocaba). “Quanto mais redações o aluno fizer, melhor será seu desempenho”, conclui, deixando uma dica valiosa para quem ainda vai enfrentar esse desafio.

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Geral

Como a BNCC estrutura o currículo dos segmentos?


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento oficial do Ministério da Educação que orienta a criação do currículo de cada escola brasileira, a partir de aprendizagens essenciais que todas devem garantir aos estudantes.

Educação Infantil

A BNCC organiza o currículo para bebês de 4 meses a crianças de 5 anos em torno de cinco Campos de Experiência, e não em disciplinas convencionais, como Matemática ou Língua Portuguesa. 

Mas o que são os Campos de experiências?

Cada campo é uma grande área de conhecimento que as crianças devem vivenciar na escola. Os campos ajudam a configurar as experiências que bebês e crianças devem viver para se desenvolver de maneira integral, ou seja, de acordo com suas necessidades físicas, cognitivas, afetivas e sociais. 

Crianças pequenas plantam cenoura em canteiro acompanhadas por adulto em proposta curricular do Uirapuru com base na BNCC
As relações e o cuidado com os pares, com os adultos e com o meio ambiente integram o currículo da Educação Infantil no Uirapuru

Eles se relacionam à noção de identidade, ao cuidado e respeito com o outro e com o ambiente, à expressão por meio da oralidade, da escrita, das artes e do corpo, ao raciocínio matemático e à natureza e suas transformações.

No entanto, os campos não são isolados nem devem ser abordados de maneira fragmentada. Na Educação Infantil, eles são articulados simultaneamente para elaborar propostas que instiguem e desafiem as crianças, além de refletir seus interesses.   

Os campos de experiência da Educação Infantil

        1. O eu, o outro e o nós: promove a construção da identidade, o respeito ao outro, a valorização da diversidade e a convivência social.
        2. Corpo, gestos e movimentos: promove a expressão corporal, o desenvolvimento da psicomotricidade e a percepção do corpo no espaço.
        3. Traços, sons, cores e formas: promove a criação e a expressão por meio da arte, da música e das outras linguagens artísticas.
        4. Escuta, fala, pensamento e imaginação: promove a expressão e a comunicação por meio da linguagem oral, da escuta ativa e do pensamento crítico.
        5. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações: Aborda noções iniciais de tempo, espaço, matemática e natureza, sempre de forma lúdica e contextualizada.

Leia mais: Estrutura curricular das escolas: o que é a BNCC

 

A BNCC no Ensino Fundamental 

De maneira geral, a BNCC organiza o currículo do Ensino Fundamental em quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Elas estão divididas em Anos iniciais (que vão do 1º ao 5º ano), também chamados de Fundamental I, e Anos finais (do 6º ao 9º ano), conhecidos também como Fundamental II.

Essa divisão acontece porque os nove anos da etapa contemplam crianças e adolescentes, cada ano com as suas especificidades.

Crianças do 3ª ano usam régua dobrável para tirar medidas em aula prática de Matemática

Anos iniciais: Fundamental I

Nos primeiros dois anos, as crianças consolidam a leitura e a escrita alfabética e, nos anos seguintes, aprofundam e expandem essas práticas.

Durante os anos iniciais, a criança deve vivenciar experiências e investigações que potencializem e multipliquem sua relação mais ativa com as pessoas, o espaço e o ambiente.

Como a oralidade, a autonomia, a compreensão e a percepção se ampliam, devem ser aplicadas em investigações e pesquisas cada vez mais instigantes e desafiadoras.

 

Adolescentes do 7º ano simulam venda de pirulitos em aula de Matemática para entender o que é fluxo de caixa
Estudantes do 7º ano descobrem o que é fluxo de caixa em um “mercado de doces”

Anos finais: Fundamental II

Os Anos finais correspondem à transição da infância para a adolescência, um período em que os estudantes vivem intensas mudanças físicas, biológicas e emocionais. O início da adolescência reforça a percepção ampliada da própria identidade e a necessidade de pertencer a um grupo.

Esses jovens desenvolvem maior capacidade de raciocínio abstrato, empatia e pensamento crítico. Todos esses elementos são levados pela BNCC, que prevê um currículo com propostas mais complexas e especializadas em todas as áreas do conhecimento, sem perder de vista que é preciso acolher os adolescentes e promover o pertencimento à escola. A Base também exige o aprofundamento e a ressignificação dos conhecimentos anteriores, assim como o estímulo à autonomia, ao protagonismo e à construção de valores éticos.

Ainda segundo o documento, a cultura digital em que esses adolescentes cresceram demanda da escola novas linguagens e modos de comunicação. Ao mesmo tempo, a BNCC prevê que a escola promova o uso crítico, cuidadoso e ético das tecnologias digitais e da internet, combatendo a violência, a superficialidade e a desinformação.

 

A BNCC no Ensino Médio

O Ensino Médio, etapa final da Educação Básica, passou por mudanças significativas nos últimos anos para atender as necessidades dos adolescentes na sociedade contemporânea. A intenção é buscar mais flexibilidade e dinamismo, aproximando o currículo da realidade dos estudantes e dos desafios do mundo atual.

Segundo a BNCC, o currículo do Ensino Médio se estrutura em duas “partes”:

  • Formação geral básica: é formada pelas disciplinas e aprendizagens essenciais que devem ser oferecidas a todos os estudantes. São as disciplinas convencionais. O Colégio Uirapuru considera que as disciplinas de Português, Literatura, Matemática, Química, Física, História, Geografia, Biologia e Filosofia são imprescindíveis para a formação dos estudantes. Por isso, todas são obrigatórias nos três anos do nosso Ensino Médio, no período da manhã. (Pela BNCC, Português e Matemática são as disciplinas que devem ser obrigatórias aos três anos).

  • Itinerários formativos: são conjuntos de disciplinas complementares que cada escola deve elaborar de forma flexível, para que os estudantes escolham de acordo com seus interesses, habilidades e curiosidade. Essas disciplinas devem articular diversas áreas do conhecimento e aprofundar a reflexão e a criticidade dos alunos. No Uirapuru, diversas disciplinas eletivas compõem os itinerários formativos, sempre no período da tarde.

 

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Estrutura curricular das escolas: o que é a BNCC


Você já deve ter ouvido falar da BNCC em alguma reunião ou conversa aqui no Colégio, mas sabe o que significa essa sigla? O que ela determina na educação dos seus filhos? Descubra abaixo o que é a BNCC e como ela orienta a estrutura curricular das escolas no Brasil.

BNCC é a sigla de Base Nacional Comum Curricular, documento oficial do Ministério da Educação que define os direitos de aprendizagem de todos os estudantes brasileiros na educação básica, que vai da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Imagem gráfica mostra a estrutura da Base Nacional Comum Curricular em todos os segmentos da Educação BásicaEla se aplica a todas as redes de ensino do país — públicas e privadas — e busca garantir que todos os alunos tenham acesso a uma formação comum essencial e de qualidade, de acordo com as etapas de desenvolvimento e aprendizagem.

Prevista na Constituição de 1988, a Base se consolidou de 2015 a 2017, ano em que foi homologada. Sua elaboração foi democrática e envolveu especialistas em educação de órgãos estaduais e municipais de todo o Brasil, além de contar com ampla contribuição pública de professores, escolas e da sociedade civil.

A BNCC orienta a criação do currículo de todas as escolas, mas ela não é um currículo.

A partir dela, cada escola tem liberdade para estruturar o seu currículo próprio, ou seja, o texto que expressa tudo o que os professores irão desenvolver em cada ano. Nesse texto, a equipe pedagógica detalha planos de aula, práticas, metodologias e recursos que guiam o trabalho dos professores.

Leia mais: Como a BNCC estrutura o currículo dos segmentos?

A estrutura curricular do Uirapuru e a BNCC

Professores do Fundamental II do Uirapuru estruturam currículos de Inglês e Ciências a partir da BNCC

No Uirapuru, a BNCC é uma referência estruturante do currículo, mas também seu ponto de partida

Nosso compromisso é ampliar e aprofundar o que está na Base, de acordo com as especificidades do Colégio e da nossa comunidade. Buscamos criar experiências de aprendizagem significativas e de elevada exigência cognitiva para nossos alunos, respeitando seu tempo de desenvolvimento e suas individualidades.

Assim, na Educação Infantil e no Berçário, as crianças vivem o cotidiano escolar a partir de propostas que contemplam todos os campos de experiência da BNCC, com ludicidade, acolhimento e intencionalidade.

No Ensino Fundamental I e II e no Médio, as competências e habilidades previstas pela BNCC se desenvolvem por meio de propostas práticas que testam e aplicam os conhecimentos das quatro áreas do conhecimento.

Ao longo do ano, os estudantes desenvolvem projetos interdisciplinares e participam de viagens de estudo do meio. Essas práticas relacionam e expandem os conhecimentos de maneira significativa e transformadora para a vida dos alunos.

 

Competências e habilidades na BNCC

No Uirapuru, as professoras e os professores refletem sobre o currículo de forma contínua

A BNCC se baseia no protagonismo dos estudantes para a construção do conhecimento. A Base prevê que eles desenvolvam dez competências gerais ao longo de todos os anos da educação básica (ver abaixo).

O documento define competência como “a mobilização de conhecimentos, habilidades […], atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do exercício da cidadania e do mundo do trabalho”.

Já as habilidades são as aprendizagens essenciais que devem ser garantidas às crianças e aos jovens nos diferentes segmentos escolares.

Clique na primeira imagem abaixo e arraste o carrossel para conhecer as dez competências gerais da educação básica, de acordo com a BNCC:

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Ensino Médio

Colégio Uirapuru em torneio de debates de Harvard


Eles representaram o Brasil – e o Colégio – no mais prestigiado torneio de debates escolares do mundo, realizado no campus da Universidade Harvard, em Cambridge, Massachusetts. 

Além de uma experiência enriquecedora e inesquecível, que viveram entre 02/04 e 07/04, nossos alunos voltaram de lá com a sensação de que atingir o alto nível da competição é uma possibilidade concreta, que pode acontecer em breve.

 

Antonio de Luna Neto, Arthur Gutierrez e Yasmin Wandeplas, estudantes da 2ª série do Médio aqui no Uirapuru, contaram que a expectativa antes da viagem era a de encontrar debatedores e debates em um nível muito acima do deles. Chegando lá, porém, tiveram a surpresa de perceber que o alto nível internacional está ao seu alcance.

“Foi uma experiência sensacional e deu esperança pra gente acreditar que pode conquistar mais, que dá para chegar mais longe do que a gente chegou nesse campeonato. Parecia algo impossível antes, mas agora sabemos que não é”, revela Arthur.

“Foi muito, muito bom. Para melhorar os nossos níveis de debate, conhecer pessoas novas, conhecer estilos diferentes, foi muito mágico”, conta Yasmin. “A gente volta com uma carga de debate diferente da de antes, tanto por ter praticado como pela preparação que tivemos.”

Jovem loira de cabelo preso posa em frente ao prédio da Harvard Law School.

Estudante em frente ao prédio da Harvard Law School.
Yasmin (esq.), Antônio (centro) e Arthur (dir.) em frente a Harvard Law School

Estudante de terno escuro e óculos em frente à Harvard Law School.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antônio também destaca que integrar o time brasileiro e participar em Harvard geram uma projeção importante, tanto para eles como para o Colégio. 

“A gente fortaleceu a relação com o pessoal do Instituto Brasileiro de Debate (IBD), porque viajou com eles. Nosso nível de debate agora, dentro do Brasil, é muito alto. E participar de um campeonato representando o Brasil também é um feito importante”, completa o estudante. 

Leia mais: Alunos vão competir em torneio de debates de Harvard pela equipe do Brasil

 

Desafios linguísticos e culturais: aprendizados além dos debates

Três alunos do Ensino Médio do Colégio Uirapuru posam abraçados em torneio de debates de HarvardOs alunos do Colégio concordam que um dos principais desafios dos debates em Harvard foi a língua. 

“O campeonato é em Inglês, então tem debates contra equipes canadenses, por exemplo. São pessoas que debatem na língua materna, que conseguem estruturar os argumentos mais facilmente”, explicou Antônio. Apesar dos três terem um nível de Inglês muito bom, essa não é sua língua materna, então o tempo de raciocínio ou de escolha adequada das palavras é maior que o de um nativo. 

Arthur compartilhou outra dificuldade relacionada ao idioma, ao debater com pessoas de outros países, com sotaques diversos e muito acentuados. “Não entender o que a pessoa está falando por causa disso ou porque ela usa expressões que a gente não conhece gera muita frustração.”

Para Yasmin, lidar com a frustração foi outro exercício importante durante o torneio. Ela relatou que, em um debate, a outra equipe era do Canadá e não havia entendido corretamente a proposição, criando uma argumentação inteira “fora do tema”. A equipe brasileira finalizou o debate com a certeza de que havia ganhado, mas o juiz anunciou a vitória para os canadenses – apesar do erro cometido.

“Eu tinha dormido só uma hora nesse dia e fiquei muito frustrada. Comecei a chorar na frente do juiz, com todo mundo ali, não consegui me conter. E esse tipo de reação não é o que se espera”, revelou a estudante. 

Outro aspecto de dificuldade são as diferenças culturais e como elas afetam a comunicação. “Como brasileiros, a gente tem uma maneira de pensar, de ver o mundo, que é muito subjetiva nossa. Então tem coisas que pra gente são muito intuitivas, mas para o outro, não. E é a mesma coisa para as outras equipes”, esclarece Antônio. Ao mesmo tempo, lidar com essas diferenças e criar pontes para o diálogo são alguns dos pontos que fazem a experiência ser tão rica. 

 

Conexões internacionais e trocas culturais

Estudantes do Colégio Uirapuru posam com o time do Brasil, do México e de Ruanda durante o torneio de debates Harvard World Schools 2025.

Apesar de todos os desafios, a participação no torneio proporcionou encontros marcantes com estudantes de diversas partes do mundo, como Marrocos, Gana, Austrália, Portugal, Itália e muitos outros.

Arthur contou que os americanos e canadenses pareciam mais reservados, mas as equipes do México, de Ruanda e da Índia, por exemplo, se aproximaram muito naturalmente para conversar e tirar fotos.

“Eles eram super gente boa, queriam saber sobre os campeonatos no Brasil e a cultura de debate aqui.”

Já Yasmin conheceu e ficou muito próxima de uma estudante de Ruanda.

“Foi uma troca muito legal. Continuo conversando com ela pelo Instagram e é uma amizade que acho que vou levar para a vida”​, declarou a aluna do Uirapuru.

Inspiração para o futuro

Participar do Harvard Schools também aproximou os estudantes do sonho de cursar a graduação na melhor e mais tradicional universidade americana.

Os três estudantes do Colégio Uirapuru com o grupo que representou o Brasil em torneio de debates de Harvard
Arthur, Yasmin e Antônio com os integrantes da seleção brasileira

“Eu tinha uma visão de que Harvard era uma coisa impossível, inalcançável. Então, estar lá, pisando as graminhas verdes de Harvard, mudou um pouco isso”, revelou Yasmin Wandeplas. “Eu quero fazer Direito e conheci o prédio da Harvard Law School, que é simplesmente lindo, gigante. Dá uma vontade de estar todos os dias naquele campus.” 

Arthur e Antonio desejam cursar Engenharia e já tinham a intenção de fazer faculdade nos Estados Unidos, onde os cursos nessa área são referência. 

Para Antonio, viver essa experiência aumentou sua motivação. “Você vê pessoas do Brasil que eram debatedoras e que conseguiram, então pensa: ‘um dia eu quero estudar aí também e acho que posso conseguir”. 

Arthur também se sente mais motivado a buscar esse sonho. “Agora eu já vi como é, né? Basicamente é uma visão do futuro, você vê como seria estudar em um lugar como aquele, ter aquela rotina, e já não parece tão distante assim.”

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Notícia

Estudante do Uirapuru participará de simulação da ONU no México


A aluna Letícia Bastos, da 3ª série, participará, com apoio do Colégio, da segunda simulação da ONU organizada pela Yale University na América Latina. O 2º Yale MUN LatAm será na Cidade do México, de 16 a 18 de maio de 2025. 

Adolescente exibe prêmio de Honorable Delegate por atuação no 1º Yale MUN Latam.
Letícia, a Honorable Delegate do Colégio

O Yale MUN Latam é uma extensão do prestigiado Yale Model United Nations, simulação organizada por estudantes da Yale University. O evento acontece todos os anos no campus da universidade norte-americana e já teve 51 edições, com o objetivo de reunir jovens estudantes do Ensino Médio de todo o mundo e promover a diplomacia e o pensamento crítico. 

Letícia também participou da primeira edição do Yale MUN Latam, que aconteceu em São Paulo em agosto de 2024. A professora Aline de Aquino, de Geografia, que realiza o UiraMUN (simulação da ONU do Uirapuru) há 9 anos, acompanhou Letícia e outras quatro estudantes do Ensino Médio do Colégio no evento.

Por sua atuação como delegada da França no comitê do Fundo Monetário Internacional (FMI), Letícia recebeu o prêmio de Honorable Delegate nas discussões sobre financiamento de sistemas de saúde.

Leia mais: Alunas do Uirapuru brilham no 1º Yale MUN Latam em São Paulo

Estudo, pesquisa e estratégia

Esse formato de evento se organiza por meio de comitês, que simulam conferências de países das Nações Unidas.  Ali, os estudantes assumem o papel de delegados – são representantes diplomáticos que defendem os interesses de seu país em temas globais urgentes, como segurança internacional, desenvolvimento político e econômico, direitos humanos e sustentabilidade.

Certificado de premiação de Honorable Delegate com o nome de Letícia Bastos, por sua participação no 1º Yale MUN Latam.
Prêmio conquistado pela estudante

Os participantes sabem com antecedência de quais comitês vão participar e, assim, podem se preparar para as discussões. 

“Eu pesquisei em livros sobre o FMI, economia e política internacional no geral. Também usei o Google Acadêmico (que conheci no Colégio) para conseguir documentos oficiais do governo francês, o que auxiliou muito na minha argumentação”, conta Letícia.

Saúde pública é um tema do qual, segundo Letícia, “você não consegue escapar quando se gosta de política. Mesmo que eu já tivesse estudado sobre isso, ver a perspectiva francesa sobre essa questão foi muito interessante e novo.”

Ela se interessa bastante por política e sempre gostou muito de ler. Além disso, a disciplina de história é parte da vida da jovem, pois sua mãe é professora e doutora na área. Letícia também pratica debate competitivo no Colégio desde o início do Ensino Médio e participa do UiraMUN desde o 9º ano.

Durante os comitês, os participantes são avaliados por sua atuação integral no contexto dinâmico de cada debate. Em São Paulo, apenas um comitê aconteceu em Português; todos os outros foram em Inglês.

 

Desafios e aprendizados

“Eu nunca tinha debatido em Inglês antes, logo fiquei meio perdida com o modelo e as partes técnicas (sobre economia)”, revela Letícia. “Mas depois que eu consegui me ajustar, as coisas correram bem.”

As estudantes-delegadas do Colégio Uirapuru no 1º Yale MUN Latam.
A professora Aline entre as alunas no 1º Yale MUN

Ela acredita que se destacou no comitê em que foi premiada principalmente durante a revisão das propostas acordadas nas reuniões. Cada proposta é posta em votação para continuar ou não no documento final.

“Durante a votação das cláusulas, uma delegação quis retirar um dos projetos que eu propus. Tive alguns minutos para defender a importância da minha proposta e, depois da minha fala, a maioria decidiu por manter meu projeto”, relembra a estudante.

De acordo com Letícia, o momento mais desafiador do Yale MUN  foi construir blocos de aliados. “Eu tenho dificuldade em conversar com pessoas que não conheço e, nas discussões livres, era preciso dialogar para conseguir aliados. Como são várias pessoas, é difícil fazer sua voz ser ouvida”, explica.

A estudante do Uirapuru conta que falar em público é sempre desafiador para ela, que fica nervosa enquanto espera sua vez de discursar. No entanto, ela descobriu que a melhor maneira de construir confiança é pesquisar profundamente sobre o tema debatido. “Descobri que, quando você se interessa por um tema e se comove com ele durante um discurso, a desenvoltura fica muito mais natural”.

Letícia revela que a prática de falar em público em ambientes acadêmicos também foi útil para superar algumas travas sociais que apresentava. Ela afirma ainda que sustentar suas demandas e opiniões também ficou muito mais fácil.

Oportunidade de crescimento

Participar desse tipo de evento é uma grande oportunidade de superação e crescimento para os estudantes. Eles entram em contato com pessoas de diversas partes do mundo, com quem se comunicam em outras línguas. 

Nos comitês, precisam demonstrar trabalho colaborativo, respeito mútuo, abertura para o diálogo, postura diplomática exemplar e habilidades socioemocionais, além de conhecimento e repertório. 

Como Letícia, os participantes que ganham destaque e reconhecimento são os que mostram uma combinação equilibrada dessas qualidades.

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Notícia

Alunos vão competir em torneio de debates de Harvard pela equipe do Brasil


Yasmin Wandeplas, Antônio de Luna Neto e Arthur Gutierrez, da 2ª série do Ensino Médio, são 3 dos 20 debatedores selecionados, entre estudantes de todo o Brasil, para compor o time que vai representar o País no torneio de debates Harvard College World Schools Invitational 2025.

Esse é o principal torneio internacional de debates escolares dos Estados Unidos e um dos mais prestigiados do mundo, que reúne equipes de diversos países todos os anos no campus da Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts. Neste ano, o evento acontece de 2 a 7 de abril.

Yasmin, aluna do Colégio selecionada para debater em Harvard, lê livro na biblioteca.Antonio, aluno do Colégio vai debater em torneio de Harvard, lê livro na biblioteca.Arthur, aluno Uirapuru que vai representar o Brasil em torneio de Harvard, na biblioteca da escola.

Os três estudantes garantiram as vagas no seleto time brasileiro no ano passado, durante o Campeonato Nacional de Debates Escolares. Na seletiva de Goiânia, em junho, Antônio de Luna foi selecionado e, na de Curitiba, Arthur e Yasmin.

As seletivas para o torneio de debates de Harvard testaram diversas habilidades dos estudantes, como o preparo de discursos em Inglês no momento da apresentação e o domínio da comunicação argumentativa nesse idioma. 

Atualmente, os três alunos passam por um treinamento rigoroso, organizado e executado pelo Instituto Brasileiro de Debates (IBD), instituição que organiza o Campeonato Nacional e as seletivas para debates internacionais.

 

Eletiva e Sociedade de Debates Uirapuru

Yasmin, Antônio e Arthur começaram a praticar debates quando se inscreveram em uma disciplina eletiva para estudantes da 1ª série do Médio.

De acordo com o professor Eduardo Torres, os três alunos demonstraram grande potencial para participar dos debates desde o início do Ensino Médio, quando ingressaram na eletiva. Por isso, passaram a integrar a Sociedade de Debates Uirapuru já na 1ª série.

Estudantes selecionados para debater no Harvard World Schools conversam, sentados em volta de mesa, com professor que está de pé, na biblioteca da escola.

A Sociedade é uma equipe que pratica e participa de competições externas, para alunos da 1a, 2ª e da 3ª séries. O grupo é uma opção oferecida pelo Colégio para os estudantes que desejam continuar a atividade depois do final da eletiva. 

Essa prática sistematizada desenvolve habilidades como argumentação, oratória, raciocínio lógico, diálogo, análise crítica, colaboração, gestão do tempo e até postura e linguagem corporal. Tanto a disciplina eletiva como os encontros da Sociedade têm como objetivo despertar e aperfeiçoar o exercício desses e de outros saberes. 

Leia mais: Alunos do Ensino Médio se destacam em torneio de debate competitivo da USP

Habilidades para a vida toda

Mas os benefícios vão além das competições. Trata-se de uma formação humanista com impacto positivo no desempenho acadêmico geral do estudante. Os debates resultam em mais traquejo e repertório para produzir redações, se preparar para provas e vestibulares e também no dia a dia. 

Afinal, esses jovens acabam por se comunicar com mais clareza e desenvoltura, e encarar opiniões divergentes como parte essencial das interações. Além disso, desenvolvem a escuta ativa e atenta, e aprendem a construir e empregar argumentos consistentes, com base em dados e fatos. 

 

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