Aprovados no vestibular 2026: resultado de um processo pedagógico consistente e contínuo
Entre os alunos da 3ª série que concluíram o Ensino Médio no Colégio no ano passado, tivemos mais de 110 aprovações no vestibular 2026, com um recorde de 19 em universidades internacionais.
No exterior, conquistamos duas aprovações na Irlanda, uma no País de Gales e cinco na Inglaterra — entre elas, uma vaga no Royal College of Music, de Londres, escola escolhida diversas vezes como a melhor do mundo em música e artes. Nos Estados Unidos, tivemos onze aprovações, com destaque para uma aprovação em Música na Harvard University.
Em universidades públicas, tivemos 25 aprovações, sendo seis aprovações em Direito (três na USP e três na UFRJ), cinco em Engenharia (três na Unesp, uma na Ufscar e uma na Unicamp) e quatro em Administração (três na Unesp e uma na Unicamp).
Na FGV (Fundação Getúlio Vargas), dez alunos entraram em cursos como Direito, Administração, Economia, Administração Pública e Relações Internacionais; uma aluna ficou em 4º lugar e recebeu bolsa de 90%.
Esses números são muito significativos para o Colégio. Além do talento e do esforço dos nossos alunos, eles revelam que o longo processo educacional desenvolvido pelo Colégio apresenta resultados concretos.
Aprovações: resultado de um longo processo educacional
Ao longo dos três anos do Ensino Médio, os alunos consolidam sua formação acadêmica, o que se reflete nos vestibulares e no ENEM.
O Colégio promove um aprendizado significativo para os alunos desde o início da vida escolar. Isso acontece por meio de metodologias ativas, projetos interdisciplinares, acompanhamento pedagógico e viagens de estudo meio, entre outras estratégias que apoiam os resultados obtidos.
Em 2025, por exemplo, o tema da redação do Enem foi trabalhado de forma interdisciplinar. As três séries do Médio desenvolveram propostas em produção de texto, Geografia, Biologia e disciplinas eletivas.
Como consequência, os estudantes podem realizar as provas com repertório, confiança e maturidade emocional.
Para os alunos da 3ª série, os simulados regulares ajudam a controlar a ansiedade e a organizar o tempo nos dias de prova.
Isso permite que se concentrem no que mais importa: resolver as questões da melhor maneira possível.
Clubinhos fortalecem convivência e protagonismo no Fundamental I
No Colégio Uirapuru, a convivência ética é parte essencial do processo educativo e integra o currículo de cada segmento Aprender a estar com o outro, lidar com conflitos, participar de decisões...
Gincana Uirapuru 2026: protagonismo, pertencimento e colaboração dos estudantes
Entre os dias 25/02 e 28/02, os estudantes do 8º ano do Fundamental à 3ª série do Médio foram os protagonistas de mais uma edição da Gincana Uirapuru, que acontece no Colégio há mais de 30...
Gincana Uirapuru 2026: protagonismo, pertencimento e colaboração dos estudantes
Entre os dias 25/02 e 28/02, os estudantes do 8º ano do Fundamental à 3ª série do Médio foram os protagonistas de mais uma edição da Gincana Uirapuru, que acontece no Colégio há mais de 30 anos.
Em quatro dias, o evento reúne aproximadamente 30 provas esportivas, artísticas e culturais. Cada etapa soma pontos para as equipes, mas o verdadeiro valor da Gincana, para o Colégio, é o processo, muito mais que o resultado final.
Centralidade dos estudantes: a melhor sala de aula
Como explica o coordenador de Educação Física do Colégio, Beto Vazatta, as provas exigem habilidades muito diversas, como organização, planejamento, trabalho em equipe, criatividade, dedicação, resiliência e espírito esportivo. “Os alunos negociam e dialogam o tempo todo, precisam chegar a acordos coletivos e tomar muitas decisões em conjunto.”
A professora de Arte, Denise Sarmento, que organiza as provas artísticas, considera que a Gincana é “uma experiência coletiva e colaborativa riquíssima” por envolver conhecimentos e habilidades que extrapolam muito a sala de aula.
Em 2026, oito grupos mistos de alunos do 8º e do 9º anos competiram entre si, assim como as doze salas do Ensino Médio. As provas esportivas incluem futebol, vôlei, basquete, handebol, escalada, xadrez, beach tennis, voleixiga, pebolim, cabo de guerra, queimada, futevôlei e provas aquáticas.
“A Gincana é a beleza do comprometimento, da entrega, de saber perder, de ganhar, mas também de estar junto.
De conviver, ser uma equipe, ser um time.”Denise Sarmento, professora de Arte do Uirapuru
A prova de camisetas, a pintura de tela, o vídeo-dublagem e a apresentação de dança e música compõem a parte artística da Gincana. Há ainda um quizz de conhecimentos gerais e a prova solidária. Nela, cada equipe deve providenciar e entregar alimentos ou produtos de higiene e limpeza para entidades de Sorocaba.
Tudo isso é vivido com uma intensidade e emoção que só são possíveis na adolescência. “Eles extravasam energia e entusiasmo, ao mesmo tempo em que têm que lidar com frustrações, surpresas, imprevistos, conflitos e desafios”, ele complementa. “É um grande aprendizado, de reconhecer o esforço do outro e celebrar conquistas coletivas.”
Para o 8º ano e a 3ª série do Médio, a Gincana tem um significado ainda mais especial, carregado de emoções. No entanto, as razões são bem diferentes. O 8º ano é o que inaugura a participação do alunos na Gincana, depois de anos esperando ansiosamente para poder participar.
A 3ª série, ao contrário, sempre vive a sua última competição, no último ano da escola, o que mexe com todo mundo. Há uma nostalgia antecipada e uma expectativa de superação em cada ensaio, jogo e apresentação. Em particular para eles, fica claro que a Gincana simboliza toda a vida escolar, um caminho onde esses jovens cresceram juntos.
Aprovados no vestibular 2026: resultado de um processo pedagógico consistente e contínuo
Entre os alunos da 3ª série que concluíram o Ensino Médio no Colégio no ano passado, tivemos mais de 110 aprovações no vestibular 2026, com um recorde de 19 em universidades...
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High School Dual Diploma é aceito como forma de ingresso na ESPM
Certificado oferecido pelo Uirapuru em parceria com a Universidade do Missouri é aceito pela ESPM para ingresso na graduação; duas alunas da 3ª série já foram aprovadas
Os estudantes do Colégio que concluem o High School podem utilizar o Dual Diploma, no final do Ensino Médio, para ingressar na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) direto da 3ª série, como alternativa ao vestibular.
High School Class of 2025: duas alunas entraram na ESPM com o Dual Diploma
A instituição, que é referência em Marketing e Comunicação, criou o processo seletivo ESPM Admissions, que dá acesso a algumas vagas nos cursos de graduação.
Através do programa, candidatos que possuem certificados internacionais reconhecidos globalmente – como o Dual Diploma – podem utilizá-los como forma de seleção.
Essa é uma possibilidade interessante de ingresso na universidade para estudantes que desejam cursar alguma das graduações oferecidas pela escola.
Além de cursos já tradicionais, como Propaganda e Administração, a ESPM oferece ainda Jornalismo, Direito, Relações Internacionais, Cinema e Audiovisual, entre outros.
Por meio desse processo, duas alunas da 3ª série do Colégio que concluíram o High School neste ano já conquistaram vagas na ESPM para 2026. Manuela Pereira Abrão passou em Propaganda e Marketing, e Isabella de Cicco Abrão, em Direito.
O High School Dual Diploma é uma formação reconhecida internacionalmente e oferecida pela Mizzoupara escolas de todo o mundo. No Colégio, o programa se inicia no 9º ano para todos os estudantes, com uma disciplina integrada ao currículo regular. A partir do Ensino Médio, o High School é opcional e acontece ao longo do três anos do segmento.
Os alunos que optam pelo programa cursam diversas disciplinas do currículo do High School dos Estados Unidos no período da tarde. Disciplinas como Composition and Literature, Economics, Health, Marketing, Speech, Debate e US History compõem a grade curricular do curso.
Dessa maneira, quando concluem a 3ª série, os alunos recebem um certificado duplo: do Ensino Médio brasileiro e do High School americano.
Aprovados no vestibular 2026: resultado de um processo pedagógico consistente e contínuo
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Gincana Uirapuru 2026: protagonismo, pertencimento e colaboração dos estudantes
Entre os dias 25/02 e 28/02, os estudantes do 8º ano do Fundamental à 3ª série do Médio foram os protagonistas de mais uma edição da Gincana Uirapuru, que acontece no Colégio há mais de 30...
Aprovação de alunos do Uirapuru em universidades aumentou nos últimos anos
De 2019 a 2025, os estudantes do Ensino Médio do Uirapuru conquistaram um número expressivo de vagas em universidades, direto da 3ª série. Ao longo desses sete anos, os números mostram crescimento no total de aprovações em vestibulares, assim como aumento do ingresso em universidades públicas. Nos últimos anos, foram mais de 200 aprovações em Medicina e Engenharia nas principais universidades do país.
Para se ter uma ideia, em 2019, ano inicial da análise, tivemos um total de 70 aprovações. Em 2025, o número absoluto de aprovações chegou a 111, o maior nos anos analisados.
O ano de 2025 também registrou o maior número de aprovações do Colégio em universidades públicas: 49 das 111. Isso corresponde a 44,14% das nossas aprovações nos vestibulares do ano passado.
Como comparação, em 2019, das 70 aprovações, tivemos 26 em instituições públicas, o que equivale a 37,14%.
No vestibular 2025, USP e Unicamp foram as públicas com mais resultados positivos entre os estudantes do Uirapuru, empatadas em primeiro lugar. Foram 9 aprovações em cada uma das instituições estaduais. Em segundo lugar, com 6 aprovações, está a Unesp.
Na USP, os estudantes aprovados entraram nos cursos de Economia, Engenharia Elétrica, Química, Engenharia Florestal, Educação Física, Matemática, História, Gestão de Políticas Públicas e Pedagogia.
No caso da Unicamp, as aprovações ficaram entre os cursos de Administração, Engenharia Mecânica, Estatística, Química, Engenharia Ambiental, Ciências do Esporte, Matemática, Pedagogia e Engenharia de Manufatura.
Em Medicina, nos últimos anos, nossos alunos conquistaram vagas na USP, na Unesp, na UFMGe na Faculdade Municipal de Jundiaí.
Aprovações em universidades particulares
Durante os anos analisados, entre as universidades particulares, a PUC-SP ficou em primeiro lugar com 48 aprovações, seguida de perto pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com 42.
Em 2025, a PUC-SP teve 9 aprovações, e a FGV, 6. Na PUC, os estudantes aprovados entraram em Medicina, Direito, Psicologia, Administração, Pedagogia, Engenharia Biomédica e Ciências Econômicas. Na FGV, foram 3 aprovações em Direito e 3 em Administração.
As aprovações em Medicina em universidades particulares também cresceram significativamente no panorama geral desde 2019, apesar do número ter oscilado nos anos seguintes à pandemia. De 5 aprovações em 2019, saltamos para 21 em 2025.
Aprovações em universidades no exterior
Desde 2019, o Colégio teve 33 aprovações em universidades fora do Brasil, com oscilações ao longo dos anos, mas seguindo uma tendência de crescimento. Até este momento, o recorde aconteceu em 2024, com 11 aprovações, o que representou pouco mais de 10% do total desse ano. Os aprovados conquistaram vagas em Administração na California State University, Cinema e Artes na University of Colorado Boulder, Engenharia de softwares na Drexel University e Ciências Políticas na Concordia University.
Já em 2025, foram duas aprovações em universidades estrangeiras, sendo uma delas em Engenharia Elétrica na University College Londone a outra em Engenharia na Texas A&M University (EUA).
Aprovados no vestibular 2026: resultado de um processo pedagógico consistente e contínuo
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Gincana Uirapuru 2026: protagonismo, pertencimento e colaboração dos estudantes
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Aluno do Uirapuru obtém 940 na redação do Enem 2024
Marcos Paulo Queiroz, de 17 anos, começou 2025 com muito a comemorar: o ex-aluno do Uirapuru alcançou a nota de 940 na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Para ele, a dedicação e a constância na produção de textos ao longo do ano passado foram fundamentais para a conquista, aliadas à orientação do “excelente corpo docente do Colégio”.
Marcos (segundo da esq. para a dir.) conquistou medalha na Olimpíada Brasileira de Astronomia
“Eu já gostava de escrever e comecei a melhorar a partir da 2ª série, mas, na 3ª, o que realmente fez diferença foi a constância com que eu fiz redações. Eu praticava redação quase todos os dias e participava de todos os plantões. Na semana do Enem, cheguei a fazer uma redação por dia”, conta Marcos.
A prática intensa também ajudou a controlar a ansiedade e a pressão do ano do vestibular. “Isso me fez perder o medo e me deixou muito mais calmo nos dias de prova, não só no Enem, mas em outros vestibulares também, porque eu já estava bem familiarizado com os formatos de redação e sabia como estruturar meu texto”, afirma.
Marcos concluiu o Ensino Médio em 2024 e destaca o papel do Colégio na sua jornada. “Além do material didático e do corpo docente excelentes, tive uma professora de redação incrível, a Mônica Albiero. Sempre que eu via a Mônica, entregava uma redação para ela, fosse no modelo do Enem, Unicamp ou Fuvest. Ela apontava melhorias nas correções, oferecia repertório e me ensinou a fazer planos de texto”, destaca.
Com essa estratégia, Marcos passou a selecionar informações relevantes dos textos auxiliares para contextualizar sua tese e fazia um esboço da estrutura antes de iniciar a escrita. “Isso me ajudou a sempre tirar notas altas nos simulados do Colégio e, depois, nas provas oficiais”, diz.
Mais rigor na correção da redação do Enem e aprovações
O ex-aluno também recebeu medalha por torneio de debates USP Schools
O desempenho de Marcos se destaca ainda mais em um ano em que o Inep reforçou o rigor na correção da redação em relação a alguns critérios, como o uso coerente e apropriado de referenciais teóricos para desenvolver o tema.
A conquista também marca uma virada na trajetória do estudante. “Quando fiz o Enem na 2ª série, tive um resultado ruim e fiquei muito abalado. No início da 3ª, percebi que precisava mudar e que era capaz. Conversei com a professora Mônica e decidi me dedicar de verdade. Não estava acostumado a fazer tantas redações, mas a constância foi a chave”, reflete.
Quando viu o tema da redação do Enem 2024, “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”, Marcos se sentiu seguro. “Fiquei muito feliz porque já tinha estudado temas similares em sala de aula e tinha repertório para desenvolver a proposta”, ele conta.
Com esse esforço, ele conquistou aprovações em Engenharia de Manufatura na Unicamp e Engenharia de Produção na Ufscar (campus Sorocaba). “Quanto mais redações o aluno fizer, melhor será seu desempenho”, conclui, deixando uma dica valiosa para quem ainda vai enfrentar esse desafio.
Aprovados no vestibular 2026: resultado de um processo pedagógico consistente e contínuo
Entre os alunos da 3ª série que concluíram o Ensino Médio no Colégio no ano passado, tivemos mais de 110 aprovações no vestibular 2026, com um recorde de 19 em universidades...
Clubinhos fortalecem convivência e protagonismo no Fundamental I
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Gincana Uirapuru 2026: protagonismo, pertencimento e colaboração dos estudantes
Entre os dias 25/02 e 28/02, os estudantes do 8º ano do Fundamental à 3ª série do Médio foram os protagonistas de mais uma edição da Gincana Uirapuru, que acontece no Colégio há mais de 30...
Além de uma experiência enriquecedora e inesquecível, que viveram entre 02/04 e 07/04, nossos alunos voltaram de lá com a sensação de que atingir o alto nível da competição é uma possibilidade concreta, que pode acontecer em breve.
Antonio de Luna Neto, Arthur Gutierrez e Yasmin Wandeplas, estudantes da 2ª série do Médio aqui no Uirapuru, contaram que a expectativa antes da viagem era a de encontrar debatedores e debates em um nível muito acima do deles. Chegando lá, porém, tiveram a surpresa de perceber que o alto nível internacional está ao seu alcance.
“Foi uma experiência sensacional e deu esperança pra gente acreditar que pode conquistar mais, que dá para chegar mais longe do que a gente chegou nesse campeonato. Parecia algo impossível antes, mas agora sabemos que não é”, revela Arthur.
“Foi muito, muito bom. Para melhorar os nossos níveis de debate, conhecer pessoas novas, conhecer estilos diferentes, foi muito mágico”, conta Yasmin. “A gente volta com uma carga de debate diferente da de antes, tanto por ter praticado como pela preparação que tivemos.”
Yasmin (esq.), Antônio (centro) e Arthur (dir.) em frente a Harvard Law School
Antônio também destaca que integrar o time brasileiro e participar em Harvard geram uma projeção importante, tanto para eles como para o Colégio.
“A gente fortaleceu a relação com o pessoal do Instituto Brasileiro de Debate (IBD), porque viajou com eles. Nosso nível de debate agora, dentro do Brasil, é muito alto. E participar de um campeonato representando o Brasil também é um feito importante”, completa o estudante.
Desafios linguísticos e culturais: aprendizados além dos debates
Os alunos do Colégio concordam que um dos principais desafios dos debates em Harvard foi a língua.
“O campeonato é em Inglês, então tem debates contra equipes canadenses, por exemplo. São pessoas que debatem na língua materna, que conseguem estruturar os argumentos mais facilmente”, explicou Antônio. Apesar dos três terem um nível de Inglês muito bom, essa não é sua língua materna, então o tempo de raciocínio ou de escolha adequada das palavras é maior que o de um nativo.
Arthur compartilhou outra dificuldade relacionada ao idioma, ao debater com pessoas de outros países, com sotaques diversos e muito acentuados. “Não entender o que a pessoa está falando por causa disso ou porque ela usa expressões que a gente não conhece gera muita frustração.”
Para Yasmin, lidar com a frustração foi outro exercício importante durante o torneio. Ela relatou que, em um debate, a outra equipe era do Canadá e não havia entendido corretamente a proposição, criando uma argumentação inteira “fora do tema”. A equipe brasileira finalizou o debate com a certeza de que havia ganhado, mas o juiz anunciou a vitória para os canadenses – apesar do erro cometido.
“Eu tinha dormido só uma hora nesse dia e fiquei muito frustrada. Comecei a chorar na frente do juiz, com todo mundo ali, não consegui me conter. E esse tipo de reação não é o que se espera”, revelou a estudante.
Outro aspecto de dificuldade são as diferenças culturais e como elas afetam a comunicação. “Como brasileiros, a gente tem uma maneira de pensar, de ver o mundo, que é muito subjetiva nossa. Então tem coisas que pra gente são muito intuitivas, mas para o outro, não. E é a mesma coisa para as outras equipes”, esclarece Antônio. Ao mesmo tempo, lidar com essas diferenças e criar pontes para o diálogo são alguns dos pontos que fazem a experiência ser tão rica.
Conexões internacionais e trocas culturais
Apesar de todos os desafios, a participação no torneio proporcionou encontros marcantes com estudantes de diversas partes do mundo, como Marrocos, Gana, Austrália, Portugal, Itália e muitos outros.
Arthur contou que os americanos e canadenses pareciam mais reservados, mas as equipes do México, de Ruanda e da Índia, por exemplo, se aproximaram muito naturalmente para conversar e tirar fotos.
“Eles eram super gente boa, queriam saber sobre os campeonatos no Brasil e a cultura de debate aqui.”
Já Yasmin conheceu e ficou muito próxima de uma estudante de Ruanda.
“Foi uma troca muito legal. Continuo conversando com ela pelo Instagram e é uma amizade que acho que vou levar para a vida”, declarou a aluna do Uirapuru.
Inspiração para o futuro
Participar do Harvard Schools também aproximou os estudantes do sonho de cursar a graduação na melhor e mais tradicional universidade americana.
Arthur, Yasmin e Antônio com os integrantes da seleção brasileira
“Eu tinha uma visão de que Harvard era uma coisa impossível, inalcançável. Então, estar lá, pisando as graminhas verdes de Harvard, mudou um pouco isso”, revelou Yasmin Wandeplas. “Eu quero fazer Direito e conheci o prédio da Harvard Law School, que é simplesmente lindo, gigante. Dá uma vontade de estar todos os dias naquele campus.”
Arthur e Antonio desejam cursar Engenharia e já tinham a intenção de fazer faculdade nos Estados Unidos, onde os cursos nessa área são referência.
Para Antonio, viver essa experiência aumentou sua motivação. “Você vê pessoas do Brasil que eram debatedoras e que conseguiram, então pensa: ‘um dia eu quero estudar aí também e acho que posso conseguir”.
Arthur também se sente mais motivado a buscar esse sonho. “Agora eu já vi como é, né? Basicamente é uma visão do futuro, você vê como seria estudar em um lugar como aquele, ter aquela rotina, e já não parece tão distante assim.”
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