Exames de Cambridge: 90% dos alunos do 8º ano do Uirapuru conquistam certificado
Certificações mostram progresso consistente no bilinguismo e indicam caminhos personalizados para o desenvolvimento de cada turma
Em setembro, o Colégio ofereceu a todos os alunos do 5º e do 8º anos a oportunidade de realizar exames de Cambridge, que avaliam o conhecimento de Inglês a partir de padrões internacionais e são utilizados por empresas e universidades no mundo todo.
O 8º ano de 2024 foi o primeiro a realizar o exame de Cambridge
Esse acompanhamento gradual — no 5º e no 8º anos — é uma forma transparente do Colégio acessar e comunicar o momento atual dos nossos estudantes em relação à segunda língua.
Com esse “retrato” detalhado em mãos, a escola pode planejar ações pedagógicas alinhadas às necessidades de cada turma, garantindo que os estudantes avancem progressivamente e desenvolvam sempre mais seus níveis de proficiência.
Este é o segundo ano consecutivo que o 8º ano realiza o exame, com resultados excelentes, e a primeira vez que os alunos do 5º ano puderam viver a experiência de uma avaliação de nível internacional.
No 8º ano, o desempenho dos estudantes do Colégio foi muito positivo. Todos realizaram o exame A2 Key, e 90% dos participantes conquistaram o certificado de Cambridge para esse nível.
Além disso, 32% já obtiveram pontuação correspondente ao nível B1, que é o próximo na escala de certificação. De acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, o B1 corresponde a um nível independente de uso do idioma.
5º ano: primeira experiência com o exame Movers for young learners
Em 2025, todos os alunos do 5º ano realizaram pela primeira vez o exame Cambridge Movers, certificação internacional destinada a crianças em fase inicial de aprendizagem do Inglês.
Nesse modelo de exame, todos os estudantes recebem o certificado e são avaliados em quatro habilidades — speaking, listening, reading e writing — por meio de uma pontuação de 1 a 5 escudos.
Com os resultados, o Colégio pode compreender com precisão onde os estudantes se encontram na trajetória de aprendizagem da língua, a partir de características individuais e coletivas de cada turma.
Assim, é possível mapear forças e identificar as habilidades que devem ser melhoradas. Da mesma forma, o planejamento para os próximos anos será elaborado para que esses alunos possam atingir um nível A2/B1 quando chegarem ao 8º ano.
Por que aplicamos os exames de Cambridge?
O Colégio oferece os exames de proficiência externos de Cambridge para os alunos dessas duas séries com os seguintes objetivos:
mapear o nível individual e coletivo da turma;
planejar as propostas da disciplina de maneira personalizada;
acompanhar o desenvolvimento gradual das quatro habilidades linguísticas (speaking, listening, reading e writing).
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Certificado oferecido pelo Uirapuru em parceria com a Universidade do Missouri é aceito pela ESPM para ingresso na graduação; duas alunas da 3ª série já foram aprovadas Os estudantes do...
High School Dual Diploma é aceito como forma de ingresso na ESPM
Certificado oferecido pelo Uirapuru em parceria com a Universidade do Missouri é aceito pela ESPM para ingresso na graduação; duas alunas da 3ª série já foram aprovadas
Os estudantes do Colégio que concluem o High School podem utilizar o Dual Diploma, no final do Ensino Médio, para ingressar na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) direto da 3ª série, como alternativa ao vestibular.
High School Class of 2025: duas alunas entraram na ESPM com o Dual Diploma
A instituição, que é referência em Marketing e Comunicação, criou o processo seletivo ESPM Admissions, que dá acesso a algumas vagas nos cursos de graduação.
Através do programa, candidatos que possuem certificados internacionais reconhecidos globalmente – como o Dual Diploma – podem utilizá-los como forma de seleção.
Essa é uma possibilidade interessante de ingresso na universidade para estudantes que desejam cursar alguma das graduações oferecidas pela escola.
Além de cursos já tradicionais, como Propaganda e Administração, a ESPM oferece ainda Jornalismo, Direito, Relações Internacionais, Cinema e Audiovisual, entre outros.
Por meio desse processo, duas alunas da 3ª série do Colégio que concluíram o High School neste ano já conquistaram vagas na ESPM para 2026. Manuela Pereira Abrão passou em Propaganda e Marketing, e Isabella de Cicco Abrão, em Direito.
O High School Dual Diploma é uma formação reconhecida internacionalmente e oferecida pela Mizzoupara escolas de todo o mundo. No Colégio, o programa se inicia no 9º ano para todos os estudantes, com uma disciplina integrada ao currículo regular. A partir do Ensino Médio, o High School é opcional e acontece ao longo do três anos do segmento.
Os alunos que optam pelo programa cursam diversas disciplinas do currículo do High School dos Estados Unidos no período da tarde. Disciplinas como Composition and Literature, Economics, Health, Marketing, Speech, Debate e US History compõem a grade curricular do curso.
Dessa maneira, quando concluem a 3ª série, os alunos recebem um certificado duplo: do Ensino Médio brasileiro e do High School americano.
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Aprovação de alunos do Uirapuru em universidades aumentou nos últimos anos
De 2019 a 2025, os estudantes do Ensino Médio do Uirapuru conquistaram um número expressivo de vagas em universidades, direto da 3ª série. Ao longo desses sete anos, os números mostram crescimento no total de aprovações em vestibulares, assim como aumento do ingresso em universidades públicas. Nos últimos anos, foram mais de 200 aprovações em Medicina e Engenharia nas principais universidades do país.
Para se ter uma ideia, em 2019, ano inicial da análise, tivemos um total de 70 aprovações. Em 2025, o número absoluto de aprovações chegou a 111, o maior nos anos analisados.
O ano de 2025 também registrou o maior número de aprovações do Colégio em universidades públicas: 49 das 111. Isso corresponde a 44,14% das nossas aprovações nos vestibulares do ano passado.
Como comparação, em 2019, das 70 aprovações, tivemos 26 em instituições públicas, o que equivale a 37,14%.
No vestibular 2025, USP e Unicamp foram as públicas com mais resultados positivos entre os estudantes do Uirapuru, empatadas em primeiro lugar. Foram 9 aprovações em cada uma das instituições estaduais. Em segundo lugar, com 6 aprovações, está a Unesp.
Na USP, os estudantes aprovados entraram nos cursos de Economia, Engenharia Elétrica, Química, Engenharia Florestal, Educação Física, Matemática, História, Gestão de Políticas Públicas e Pedagogia.
No caso da Unicamp, as aprovações ficaram entre os cursos de Administração, Engenharia Mecânica, Estatística, Química, Engenharia Ambiental, Ciências do Esporte, Matemática, Pedagogia e Engenharia de Manufatura.
Em Medicina, nos últimos anos, nossos alunos conquistaram vagas na USP, na Unesp, na UFMGe na Faculdade Municipal de Jundiaí.
Aprovações em universidades particulares
Durante os anos analisados, entre as universidades particulares, a PUC-SP ficou em primeiro lugar com 48 aprovações, seguida de perto pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com 42.
Em 2025, a PUC-SP teve 9 aprovações, e a FGV, 6. Na PUC, os estudantes aprovados entraram em Medicina, Direito, Psicologia, Administração, Pedagogia, Engenharia Biomédica e Ciências Econômicas. Na FGV, foram 3 aprovações em Direito e 3 em Administração.
As aprovações em Medicina em universidades particulares também cresceram significativamente no panorama geral desde 2019, apesar do número ter oscilado nos anos seguintes à pandemia. De 5 aprovações em 2019, saltamos para 21 em 2025.
Aprovações em universidades no exterior
Desde 2019, o Colégio teve 33 aprovações em universidades fora do Brasil, com oscilações ao longo dos anos, mas seguindo uma tendência de crescimento. Até este momento, o recorde aconteceu em 2024, com 11 aprovações, o que representou pouco mais de 10% do total desse ano. Os aprovados conquistaram vagas em Administração na California State University, Cinema e Artes na University of Colorado Boulder, Engenharia de softwares na Drexel University e Ciências Políticas na Concordia University.
Já em 2025, foram duas aprovações em universidades estrangeiras, sendo uma delas em Engenharia Elétrica na University College Londone a outra em Engenharia na Texas A&M University (EUA).
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Diálogos pela Educação: o desenvolvimento moral de crianças e adolescentes
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Diálogos pela Educação: o desenvolvimento moral de crianças e adolescentes
Pais e mães de crianças e adolescentes costumam ter desejos semelhantes quando pensam no futuro dos filhos: que se tornem adultos responsáveis, bons e conscientes, que sejam generosos, honestos e empáticos.
Essas características estão relacionadas ao desenvolvimento moral, ou seja, à habilidade de identificar o que é certo e o que é errado e optar por fazer o certo por conta própria.
De acordo com a professora, para que essas qualidades se desenvolvam, é preciso mais do que apenas esperar o tempo passar ou a criança crescer: “Educar pessoas que sejam boas e que cuidem bem de si mesmas, dos outros e do planeta exige dedicação, afeto e acompanhamento constante dos adultos.”
Como ela explicou para as famílias do Colégio, é preciso valorizar e celebrar o bem comum e a honestidade para que as crianças desejem agir de forma correta. “A sensação de fazer o bem, ser honesto e generoso é maravilhosa. Todos os dias, nós precisamos enaltecer e mostrar o quanto isso é bacana para os mais jovens”, ressaltou a educadora.
E como as famílias podem cuidar da formação ética de seus filhos? Para Catarina, esse é um trabalho longo, contínuo e complexo, mas do qual não podemos abrir mão como família, escola e sociedade como um todo.
“Educar pessoas que sejam boas e que cuidem bem de si mesmas, dos outros e do planeta exige dedicação, afeto e acompanhamento constante dos adultos.”
Orientação e diálogo contínuos: o papel dos adultos
Encontro com famílias no Colégio reforçou a importância da presença adulta na construção da autonomia ética dos jovens
A professora da UFPE enfatizou que crianças e adolescentes precisam de acompanhamento adulto para agir de forma ética, até atingir a maturidade para fazer isso por conta própria. Segundo ela, esse é um dos grandes objetivos da educação, tanto na escola como em casa: formar pessoas capazes de optar por fazer o que é certo.
Ao final da adolescência, espera-se que os jovens consigam se autorregular para saber o que é correto e decidir agir de acordo com isso, mesmo que não haja um benefício para si próprios. E não apenas pelo cumprimento de regras ou leis, mas por valorizar esses princípios.
Para isso, a família precisa, desde cedo, criar um canal aberto de diálogo que os ajude a refletir sobre suas atitudes e das outras pessoas. É fundamental estar presente e ter um interesse genuíno pela vida da criança e do adolescente, pelo que acontece na escola, pelo que gostam de assistir, ouvir e fazer.
A partir dessas conversas e das experiências que vivem, eles devem entender, desde pequenos, princípios básicos como:
violência física e verbal são inaceitáveis
é possível discordar sem perder uma amizade
ofensas e atitudes maldosas não são brincadeira.
Não é “só brincadeira”
Sobre apelidos ofensivos, comentários maldosos e violências de todos os tipos, Catarina reforçou que não são brincadeira.
De acordo com a explicação dela, tentar justificar ou evitar repreensão dizendo que “foi só brincadeira” não diminui a gravidade de ações desse tipo. Essa frase tão recorrente tampouco ajuda a amenizar o sofrimento da outra pessoa.
“Principalmente na adolescência e pré-adolescência, existe a necessidade de ser popular, de ‘lacrar’, mas o jovem tem que saber que não é possível fazer isso às custas do sofrimento do outro. Isso é inegociável.”
“É preciso deixar muito claro que a minha vontade de ser engraçado e de fazer piada jamais pode ser mais importante que o sofrimento de outra pessoa”
Por que os conflitos são importantes?
A professora falou também sobre os desafios de conviver com as pessoas e os conflitos que vêm daí. Ela esclareceu que, apesar do que se possa imaginar, essas situações são necessárias para que a criança se desenvolva moralmente.
Por ser o ambiente da coletividade, a escola é um lugar privilegiado para esse encontro com muitas formas de ser diferente. Esse costuma ser o primeiro ambiente onde a criança se encontra com uma diversidade de histórias, crenças, hábitos, jeitos de pensar, falar e agir. Essa é a origem dos conflitos.
De acordo com a professora da UFPE, os adultos precisam aceitar que os conflitos são inevitáveis. Eles vão acontecer e são muito importantes para a construção do caráter.
Isso porque, para respeitar e ser justo com todos e não apenas com quem é igual a mim, é preciso conviver com o outro. É preciso sentir e entender que todos são importantes (e não apenas ‘eu’) e têm necessidades diversas.
Nesse espaço que é de todos, todos precisam conviver de maneira respeitosa e generosa. Todos devem ser reconhecidos em sua individualidade. E todos devem ter seu lugar e importância respeitados a partir das diferenças.
É possível evitar o sofrimento?
Os conflitos na escola têm origens inumeráveis. Eles causam sofrimento e vão acontecer. Como orientou a professora Catarina, é preciso aceitar que não é possível evitar o sofrimento da criança e do adolescente.
Como exemplo, ela argumentou que mesmo a frase tão popular “eu não quero que você sofra” deve ser evitada. Isso porque o discurso de que é possível “viver sem sofrer” transmite mensagens que não queremos passar, como:
seu sofrimento me causa sofrimento e eu não quero sofrer
sofrer é insuportável; eu não consigo suportar e você também não
a expectativa irreal de que a vida pode acontecer sem sofrimento, o que não é verdade.
As crianças só aprendem a lidar com situações difíceis e com o sofrimento quando os vivenciam. E elas precisam saber que quem está vivo sofre e tem problemas e que é possível passar por essas situações.
Quando podem refletir sobre o que sentem e sobre o que causou sofrimento/desconforto/problema, as crianças criam repertório para se recuperar e superar a dificuldade. A cada situação vivida e enfrentada, elas se sentem um pouco mais confiantes, seguras e autônomas.
“A sensação de fazer o bem, ser honesto e generoso é maravilhosa. Todos os dias, nós precisamos enaltecer e mostrar o quanto isso é bacana para os mais jovens”
Por isso, os adultos não devem tentar resolver o problema no lugar da criança, nem tentar blindá-la ou protegê-la do conflito para evitar seu sofrimento.
Da mesma forma, não se deve deixar que a criança ou o adolescente “se vire” sozinho – é preciso estar sempre junto deles, ouvi-los e apoiá-los.
“Essa é uma oportunidade maravilhosa de conversar, de ajudar a ver o que é correto e o que não é, de criar uma relação de confiança com seu filho. Com o seu acompanhamento, ele vai poder pensar no que fazer de forma respeitosa e empática, nas possíveis consequências, sempre a partir do princípio de que a violência é inaceitável.”
Dessa maneira, o adulto passa para a criança (ou adolescente) a mensagem de que confia nela e sabe que ela é capaz de enfrentar situações difíceis.
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