Como são feitas as notícias de um jornal? Quem decide o que vai aparecer na capa? Quem imprime?
Foi para responder a perguntas como essas que o jornalista Felipe Sale, do Jornal Joca, publicação voltada ao público infantojuvenil, visitou o Colégio no dia 06/05 (quarta-feira).
Ele contou às crianças do 2º ao 5º ano qual é o caminho do jornal antes de chegar a elas pronto para a leitura, da escolha dos assuntos (as pautas) de cada edição até a impressão na gráfica.
“O contato na escola é muito legal porque aproxima o jornal, que parece algo distante, da realidade das crianças”, diz Felipe. “Quando eu venho aqui e mostro como se faz, eles entendem que é uma coisa mais simples e concreta, e se interessam mais ainda pela leitura.”
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Informação de qualidade e jornalismo profissional
Ele explicou às crianças que o jornalismo profissional é um trabalho com diversas etapas, com o objetivo de levar informações confiáveis e de qualidade ao leitor. Para isso, a notícia que o jornalista escreve passa pela revisão de outras pessoas, como o editor e um revisor especial, que confere todas as informações antes da publicação.
Além disso, Felipe deu dicas para as crianças identificarem uma informações falsas. Também falou que é muito importante saber diferenciar uma mídia profissional de uma amadora.
“Por exemplo, se uma notícia não diz qual equipe de cientistas chegou a um resultado, nem onde o estudo foi publicado, isso indica que pode ser uma mentira”, disse o jornalista. Estar atento a esses detalhes vai desenvolvendo um olhar mais treinado e crítico, capaz de identificar a desinformação.
“Isso é educação midiática. A educação midiática ensina a lidar com a mídia de um jeito seguro, crítico e responsável”, contou Felipe.
Sale também falou sobre as particularidades de escrever para crianças. Uma das chaves é a contextualização permanente: é preciso explicar o que é imposto, onde fica tal país, quem é determinada pessoa.
O impacto da leitura do jornal de papel
O Colégio é parceiro do Joca há 10 anos e, nesse período, a circulação e a leitura de jornais impressos caíram muito no Brasil. A fundadora do Joca, Stéphanie Habrich, pontua que a leitura do Joca e a visita do jornalista são ainda mais importantes nesse contexto.
“Em um tempo marcado pelo excesso de conteúdos rápidos e digitais, experiências como a visita do Felipe aproximam os alunos do jornalismo de qualidade e mostram a importância da informação confiável para a construção de uma sociedade mais consciente e democrática.”
— Stéphanie Habrich, fundadora e diretora executiva do Joca
Habrich afirma que o contato das crianças com o jornal impresso tem um valor que vai muito além da leitura da notícia. Isso porque o jornal de papel convida a uma leitura mais atenta, crítica e reflexiva. E, para formar leitores capazes de interpretar informações com autonomia, essa habilidade é fundamental.
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